História

A Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille - SPLEB - é uma Associação Civil, sem fins lucrativos, fundada em 30 de junho de 1953, com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro, considerada de Utilidade Pública, Federal, Estadual e Municipal, Com o objetivo de propiciar aos cegos, dentro e fora do país, gratuitamente, o estudo da Doutrina Espírita em suas próprias fontes.

A SPLEB tem por objetivos:

  • Transcrever e imprimir no Sistema Braille ou disponibilizar em áudio, obras doutrinárias e/ ou de caráter didático, profissional, tecnológico, jurídico, etc., de interesse dos cegos;
  • Alfabetizar cegos e formar transcritores, mediante curso do Sistema Braille sob sua responsabilidade e ministrados, gratuitamente, bem como promover outros cursos;
  • Editorar no sistema comum, no Sistema Braille e em meio eletrônico o periódico Kardebraile e outras publicações; promover outras formas de divulgação.

As obras impressas em Braille ou, mais recentemente, gravadas em mp3, são distribuídas, gratuitamente, atendendo às solicitações de cegos, não havendo em relação aos beneficiados de quaisquer serviços da SPLEB nenhuma discriminação de etnia, gênero, orientação sexual ou religiosa bem como portadores de deficiências.

A SPLEB não tem mantenedora e não recebe, a não ser eventualmente, ajuda governamental ou de entidade internacional de assistência, sobrevivendo de um pequeno quadro social, de donativos de corações bem formados, de bazares da pechincha, pela venda de roupas e outros objetos doados em condições de uso, de shows artísticos, inclusive com a participação de artistas cegos, e, principalmente, graças à Espiritualidade Maior, que nunca desamparou a entidade, e a seus dedicados voluntários, pessoas não obrigatoriamente espíritas, que servem ao Senhor, nas pessoas dos irmãos desprovidos de visão física.

HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO

Quem teve a ideia de chamar a nova Instituição de Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille foi Wallace Queiroz Costa, aluno do Instituto Benjamin Constant.

A iniciativa se deu no ano de 1953, quando dois cegos, Marcus Vinicius Telles e Luiz Antonio Millecco Filho foram apresentados no Instituto Benjamim Constant pelo Professor Silvio Pellicco Machado. Ambos, na condição de espíritas, desejavam fundar uma entidade que permitisse ao cego conhecer a Doutrina Espírita em suas próprias fontes, o que viria a ser preconizado no artigo 1º do Estatuto da SPLEB. E como isso seria possível?. Mediante a transcrição das obras para o sistema Braille, de uso corrente entre os deficientes visuais. Para ajudá-los neste intento, foi convidado o então General Mário Travassos, pessoa ligada à “Cruzada dos Militares Espíritas”, que foi o primeiro presidente da Nobel entidade. E assim, no dia 30 de junho de 1953, nascia a Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille – “SPLEB”, sem sede própria, funcionando em uma vaga e com um armário cedidos pela Agremiação Espírita “Francisco de Paula”, na Rua dos Araújos n° 28, Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

Ao longo de sua história, a SPLEB esteve situada nos seguintes endereços:

  • De 1952 a 1961, Agremiação Francisco de Paula: Rua dos Araújos 28, Tijuca.
  • De 1961 a 1968, Avenida Maracanã 1242 fundos, Tijuca.
  • De 1969 a 1971, Travessa José Higino 37, Tijuca.
  • De 1971 em diante, Rua Tomás Coelho 51, Vila Isabel, em sua sede própria.
  • A inauguração foi em 18 de abril de 1972.

Foi ideia do Marechal Mario Travassos o binário cego-vidente – na SPLEB aproveita-se o trabalho de cada um. Inclusive sua diretoria é composta por cegos e videntes.

A SPLEB tem um lema: “Então Vamos!”

 

A SPLEB, ao transcrever para o Sistema Braille as obras doutrinárias, profissionalizantes e sobre legislação pertinente ao deficiente visual, e ao oferecê-las gratuitamente, alcançou cegos interessados do território brasileiro, América Latina, Europa e África portuguesa. Na década de noventa, foram impressos o vocabulário Esperanto-Português/Português-Esperanto, em sete volumes; o ”Livro dos Espíritos” em esperanto e o Dicionário Português-Espanhol/Espanhol-Português, em dez volumes, alcançando com isto o Leste Europeu, trabalhos estes que, por certo, converteram em realidade os sonhos do querido Marechal Mário Travassos, desencarnado em 20 de julho de 1973.

Fundadores da SPLEB Mario Travassos Luiz Antonio Millecco Filho Marcus Vinicius TellesA SPLEB mantém a Biblioteca “Casimiro Cunha”, com a seção Biblioteca Circulante “Aloma Kaye Soares”, com cerca de 556 títulos num total de 2190 volumes transcritos em Braille, para empréstimo a cegos residentes em todo o país e a audioteca “José Álvares de Azevedo” atualmente com 431 obras em formato mp3 (número que é atualizado toda semana), que também são emprestadas a cegos interessados em obras espíritas ou espiritualistas. Imprimimos em Braille, ainda, diversas obras espíritas, de cunho cultural e profissional para doação. Também editamos o periódico Kardebraile (que em setembro fez 53 anos) e temos o programa “A Voz da Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille”, através da Rádio Rio de Janeiro, todos os domingos, às 11h15.

Há diversas formas dos voluntários de visão colaborarem:

Alguns são “transcritores”, que copiam em papel os livros para o Sistema Braille. Eles trabalham em suas residências, vindo à entidade para conferir os seus serviços com uma pessoa cega, o “revisor”; temos o “ledor”, que lê ou grava para o deficiente; o “matrizador” ou “estereotipista”, que confecciona na matrizadora as matrizes de alumínio das obras transcritas para o sistema Braille; o “impressor”, que passa nas prensas as obras matrizadas, para a sua reprodução em papel; o “encadernador”, que dobra o papel, fura, costura e encaderna os livros impressos. As atividades ligadas ao Setor Wilson Limp (com as impressoras ligadas ao computador) e muitas outras tarefas importantes para o conjunto do trabalho – desde a ajuda no preparo de um café ou acompanhar um cego ao ponto de ônibus, mas entendemos que o melhor é a convivência fraterna que é mantida na Instituição.

Outra forma de colaborar com a SPLEB é sendo sócio mantenedor, faça-o por telefone, e-mail ou em nosso endereço.

Para finalizar, relatamos uma passagem do Marechal Mário Travassos, que bem demonstra o seu tirocínio. Discutia-se, certa feita, se o cego deveria ser educado na “escola especializada” ou na “escola integrada”, em nossos dias chamada de “escola inclusiva”. Na “escola especializada”, o cego aprendia o sistema Braille; locomoção, tecnicamente com a bengala branca – símbolo internacional de portador cego, comemorado o seu “Dia Mundial da Bengala Branca”, no dia 15 de outubro, entre outros conhecimentos que são indispensáveis ao que nasce ou se torna cego. Mas, devido ao regime de internato, ele se torna segregado da sociedade, só convivendo com cegos. Consideramos importante o aluno cego participar do convívio de colegas de visão, na mesma sala, desde que tenha como apoio uma estrutura que lhe permita acompanhar as aulas em pé de igualdade com os demais. Na realidade, o cego terá de se socializar, viver na sociedade, com videntes. Pois bem, em memorável pronunciamento, antes de falecer, no dia 20 de junho de 1973, o Marechal disse: “as escolas especializadas e integradas não se excluem, elas se completam”, que é a grande tese dos técnicos de hoje”.

Conforme dizia Luiz Antonio Millecco, “tudo é de graça na SPLEB, mas nada é de graça para a SPLEB”. Venha, pois, ao nosso encontro, e torne-se um sócio contribuinte.

Sociedade Pró-Livro-Espírita em Braille - SPLEB

Sede própria: Rua Thomaz Coelho, 51, Vila Isabel

Rio de Janeiro - RJ CEP 20540-110

Telefones (0xx) 21 2288-9844 e Fax (0xx) 21 2572-0049

Funcionamento: de 2ª a 6ª feira de 9 às 17h e sábados de 9 às 12 h.

Rua Thomaz Coelho, 51. Vila Isabel. Rio

e-mail: spleb@spleb.org.br

CNPJ: 33.997.560/0001-11. Insc. Mun.: 07.702.285
Declarada de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal.
Contas para doações: Banco Bradesco: Agência: 0226-7 - C/C: 97531-1
Banco do Brasil: Agência: 0288-7 – C/C 22563-0